nem com o triste olhar das crianças
pedindo, suplicando o fim às guerras.
Ninguém as ouve,ninguém as quer ver
muito menos para lhes dar uma palavra de esperança.
Entre as guerras de interesses,
dos senhores todos poderosos
vivem crianças atormentadas.
Sem ter um presente risonho,
nem uma infância digna,
nem esperança num futuro melhor.
Sem saber quanto tempo
Irão sobreviver.
Não têm mais lágrimas para derramar,
o pranto delas é silencioso.
E é tanto o sofrimento em seu olhar,
porque do sangue dos seus fazem mar.
Crianças que sentem no seu pequeno ser
A fome a sede o frio
Tudo o que não deviam conhecer
E muito menos sentir.
Nas mãos e com corações de aço
Dos senhores poderosos
Jamais alguma criança poderá sorrir.
A lágrima de uma criança triste é o meu mar morto, a ferida que me sangra na alma. É preciso pão e amor para iluminar um sorriso na face de uma criança, pois é a alegria delas que traz alguma paz e alegria a este mundo divido e em constante transformação.




