Os meus muros caíram. Foram derrubados por insensatas promessas, que de tão mágicas devem ser impossíveis, tão intemporais que talvez serão de outra dimensão...
Estou sem protecções, mais uma vez exposta aos tigres da mentira, à esfinge da solidão, aos animais que esperam na noite por um desfalecer de um sorriso.
Ali, no escuro, escondem se os espírito inquietos, que me tentam arrastar para a solidão e, assim, sugar toda a minha força...
Sinto me um anjo caído, sem vida, sem asas, sem dor, sem lágrimas...apenas a apatia e o desalento ficaram. Não sou anjo nem mortal, sou algo enegrecido pelos acontecimentos do dia a dia...
Não sei como e quando fiquei assim. Talvez tenha sido sempre esta a minha forma e me tenha visto por um espelho turvo e impreciso todo este tempo.
Os meus muros caíram...
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